Calculadora de FIDC: vale a pena trocar a antecipação de recebíveis?

Descubra se a sua empresa teria ganho em trocar o funding atual de antecipação por um FIDC. A calculadora estima a subordinação, o patrimônio necessário, o custo all-in e a economia por ano. O resultado aparece na hora, sem cadastro.

Sua operação

Quanto mais concentrada a carteira em poucos clientes, maior a proteção (subordinação) que o fundo exige.

Avaliação

Vale um diagnóstico

Há espaço para economia, mas a margem sobre os custos fixos ainda é apertada. Um diagnóstico com os dados reais da carteira mostra se compensa.

Subordinação sugerida

10%

PL alvo estimado

R$ 40,0 mi

Custo all-in

13,3% a.a.

Economia anual estimada

R$ 4.572 mil/ano

Custo atual x custo do FIDC

Como chegamos a esses números
  • Estoque = volume mensal × prazo ÷ 30 = R$ 36,0 mi.
  • Subordinação = maior entre 10% e 3 × inadimplência × fator do perfil, com teto de 40%.
  • PL alvo = estoque ÷ (1 − subordinação). Cota sênior = CDI + spread de 1,5 p.p. = 12,00% a.a.
  • Custo all-in = cota sênior × (1 − subordinação) + custos fixos de R$ 1,0 mi por ano ÷ PL alvo.

Estimativa ilustrativa, com hipóteses simplificadas. Não é oferta nem recomendação de investimento. As cotas de FIDC são destinadas a investidores qualificados.

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Na Bella você acompanha o que tem a receber, os vencimentos e a inadimplência da carteira: justamente os números que um FIDC pede. Dentro do app, esta mesma calculadora já vem preenchida com os dados da sua empresa.

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Como usar a calculadora

Informe o volume médio que você antecipa por mês, o prazo médio dos recebíveis, a inadimplência histórica, o custo atual do funding e o CDI estimado. Depois escolha o perfil da carteira: pulverizada, com concentração média ou concentrada em poucos clientes.

Os cartões ao lado mostram a subordinação sugerida, o patrimônio líquido alvo do fundo, o custo all-in em porcentagem ao ano e a economia anual estimada. Um selo resume a avaliação: não recomendado agora, vale um diagnóstico ou forte candidato.

O que é um FIDC

FIDC é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. Em vez de vender os recebíveis um a um para um banco ou uma fintech, a empresa cede a carteira a um fundo, que se financia com cotas vendidas a investidores. O custo do dinheiro passa a depender do risco da carteira e da estrutura do fundo, e não do spread de um intermediário.

É uma alternativa que costuma fazer sentido para quem antecipa volumes grandes e recorrentes, porque a estrutura tem custos fixos que só se diluem com escala.

Subordinação e patrimônio alvo

As cotas subordinadas são a parte do fundo que absorve as perdas primeiro, e quem as detém é, em geral, a própria empresa cedente. Quanto maiores a inadimplência e a concentração da carteira, maior a subordinação que os investidores exigem. A calculadora parte de um piso de 10% e cresce com a inadimplência, com um teto de 40%.

O patrimônio líquido alvo é o estoque de recebíveis dividido pela parte que não é subordinada. O estoque, por sua vez, é o volume mensal vezes o prazo médio em meses: quanto mais longo o prazo, mais dinheiro fica preso na carteira.

Custo all-in: o que entra na conta

O custo all-in soma duas partes. A primeira é a remuneração da cota sênior, calculada como o CDI mais um spread que sobe quando a carteira é mais concentrada, aplicada sobre a fatia que os investidores financiam. A segunda são os custos fixos do fundo (administração, custódia, gestão, auditoria, rating e registradora), divididos pelo patrimônio.

É por isso que o tamanho importa: o mesmo custo fixo pesa muito num fundo pequeno e quase nada num fundo grande. Abaixo de um patrimônio mínimo, a estrutura raramente se paga, mesmo que a taxa da cota sênior seja baixa.

Como ler a avaliação

Não recomendado agora significa que a economia estimada é nula ou negativa, ou que o patrimônio necessário é pequeno demais para diluir os custos fixos. Vale um diagnóstico indica que existe espaço para economia, mas a margem sobre os custos fixos ainda é curta e depende dos dados reais da carteira. Forte candidato aparece quando o patrimônio é grande e a economia cobre os custos com folga.

Em todos os casos, o resultado é uma estimativa. Prazo, inadimplência, concentração e o histórico de recuperação mudam a conta mais do que o CDI.

Limites da simulação

A calculadora usa hipóteses simplificadas: um único custo fixo anual, um spread por perfil e uma regra de subordinação. Ela não considera a curva de juros, a recompra de créditos, o custo de implantação, tributos sobre os investidores nem a estrutura jurídica do cedente. As cotas de FIDC são destinadas a investidores qualificados. Não é oferta nem recomendação de investimento.

Perguntas frequentes

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